A tempête que os jornais prometiam ontem não se verificou tanto assim...alguma chuva, algumas abertas, mar revolto,...aliás, hoje quando estivemos em Biarritz a olhar o mar, pensei (Rita) que ia fazer um belo post sobre as parecenças que existem entre o mar e eu...mas depois do jantar de hoje, deixou de fazer sentido. Até as compras que fizemos durante o dia para nós e para oferecer perderam relevância. Assim, no final do dia de hoje, e no último jantar antes de partirmos amanhã para Espanha, onde já planeámos visitar o Guggenheim em Bilbao, antes de irmos dormir a Gijón, no último jantar desta fantástica semana em terras gaulesas que me fez já prever as tais próximas férias em Cannes ou Nice, decidimos jantar em Guethary, tal como no primeiro dia. Fomos ambiciosos e decidimos experimentar o restaurante que no Sábado passado estava à pinha e tinha uma hora de espera...fomos...e em especial para vocês, de uma forma bem oficial: COMEMOS AS PIORES SARDINHAS DE SEMPRE.
Estamos neste momento, sentados no sofá, prestes a começar a ver "a Idade do Gelo" com um belo chá de Marrocos, para tentar que os nossos estomâgos recuperem do choque de há pouco. Foki!
À plus!
Mostrar mensagens com a etiqueta Guethary. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Guethary. Mostrar todas as mensagens
sexta-feira, 12 de setembro de 2008
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
Chuva
Se há coisa que me deixa fora de mim nas férias é a chuva...Detesto estar num sítio cheio de praias e estar um tempo de cão lá fora. Se não tinha tido ainda razão de queixa (afinal de contas desde Domingo até Quarta, fomos todos os dias apanhar sol), hoje apresento aqui a minha queixa oficial...com chuva, não vale. É porque com chuva nem dá para andar a passear como deve ser. Com chuva, vemo-nos obrigados a arranjar à força um programa para nos ocupar. Com chuva, fico chata e saudosista. Com chuva, tenho vontade de me afundar no meu sofá e de mergulhar nos pensamentos mais profundos. Mas enfim, lá tentámos, e fomos à descoberta.
Decidimos visitar Hendaye, que fica mesmo em cima da fronteira, e depois Donostia-San Sebastian....mas lá está, com chuva, foi tarefa bem difícil.
Ainda antes de almoço, demos uma de turistas bem informados, e fomos dar a um Castelo, Chatêau D'Abadie, de um tal senhor Antoine D'Abadie, que tinha um observatório brutal e era fanático pela Etiópia. O castelo tinha sido totalmente renovado nos últimos 10 anos e desde há 1 ano que estava pronto...bem interessante e com uma decoração inspirada na India e no mundo árabe bem catita. Estivemos num quarto, Chambre de L'empereur, que tinha sido construida exclusivamente para o Napoléon Bonaparte quando visitasse o Castelo...mas ele nunca chegou a vir. Portanto, hoje olhei para uma cama que teria sido para Bonaparte, mas não foi...até nessa altura a vida já tinha desencontros. Para além do interior cheio de bom gosto, a localização é algo de estrondoso, com uma vista sobre o mar e Hendaye de cortar a respiração por dois motivos: linda mesmo em dia de temporal e cansativa se tiverem que ir a correr para o carro para se abrigarem do vendaval que acabava de se instalar. Fica a ligeira reportagem:


Uma boa forma de passar algum tempo sem nos preocuparmos com o que vamos fazer a seguir, é comer...com isto, chegámos à hora de almoço e às praias de Hendaye.Com o vendaval persistente, não deu para escolher e entrámos no primeiro restaurante que não nos pareceu mal...e não nos enganámos. Ainda pensei a seguir ao almoço em passear ao longo do calçadão, mas...adivinhem...estava a chover. Partimos então em direcção de San Sebastien, com um trânsito incrível na fronteira, pela estrada nacional. Aparentemente, deve ser algum local onde as bebidas espirituosas estão livres de impostos, porque a azafama em torno das 36 liquor stores era brutal. Em San Sebastien, demorámos um pouco até que o Telmo conseguisse acertar com a entrada de um parque de estacionamento que lhe agradasse, mas lá conseguiu. Chovia como ó caraças, mas lá fomos. Ganhei nesta curta estadia um lenço bem giro para me tapar do frio e um pijama fofinho do MM, Mickey Mouse... coisas de menina mimada que ainda tenho dentro de mim. Passeámos pelas ruas de San Sebastian, e quando chegámos à praia (definitivamente, nós temos um problema e uma fixação...praias) descobrimos uns malucos a tomar banho como se fosse um alegre dia de sol. 


San Sebastian é bonito, mas definitivamente, fiquei muito mais adepta do turismo em França. Talvez seja porque domino melhor a língua, ou porque conheço a história francesa, mas os Espanhóis são genericamente bimbos, histéricos, muito menos virados para o turista estrangeiro e muito menos simpáticos. Ouvir um espanhol a discutir enerva-me, enquanto que acho sempre que em francês tudo fica mais suave. Aliás, acho muito mais delicioso le Pays Basque que o País Vasco. Por isso, prochain destin: Nice, Cannes, Monaco, Corse...deve ser de morrer. Outro pormenor: ao fim de 6 dias aqui, não aguento mais sequer pensar em foie gras, chouriço, fromage de brie...só o cheiro já me põe doente...por isso, decidimos ir ao mercado tradicional de San Sebastien comprar um jantar bem vegetariano, para variar: lasanha de legumes, salada e fruta...porreiro, não tivesse sido esta a lasanha mais cara da minha vida e nem carne tinha...mas tudo bem, foi no mercado tradicional e por uma boa causa...saúde e equilíbrio alimentar.
Para amanhã, mais pluie et ourages por todo o país...acho que vou ter pesadelos hoje com o stress de descobrir o que vamos fazer amanhã...mas já tenho uma vaga ideia a discutir com o meu parceiro de viagem.
Definitivamente, sou mimada e detesto chuva em terras de praia...fico cinzenta.
quarta-feira, 10 de setembro de 2008
Traçar metas
Mais um dia nas belas praias do país basco francês, mais um assalto de pensamentos profundos...porque é que se não traçarmos metas andamos à deriva ou ficamos sem objectivos?
Acordámos a meio da manhã ao som dos lindos pássaros que tocam a cada hora no relógio da cozinha (sim, todos os dias, a todas as horas, um pássaro diferente chilrea...cenas weird dos donos da casa que alugámos...ingleses...) e ao contrário do que a meteo tinha previsto, estava um sol abrasador e nem uma brisa. Fomos céleres e rapidamente chegámos a Ilbarritz...bandeira vermelha. Recapitulando: grande sol, nem uma brisa, grande mar com grandes ondas, bandeira vermelha, interdiction de se baigner...Meia volta e dirigimo-nos para a praia na Baia de Saint Jean de Luz, a tal que há uns dias atrás tinha tanto vento que nos enchia a boca de areia...hoje estava perfeita. E foi mal assim que cheguei que me pus a pensar sobre as metas que nos propomos atingir e que na realidade fazem com que a nossa vida ande para a frente sem estarmos à deriva...Isto porque ao longe no mar estava uma barreira de boias e a primeira coisa que disse ao Telmo foi que tinhamos que ir até lá a nadar...era longe, natação é declaradamente um dos poucos desportos onde sou melhor que ele, mas tinhamos de conseguir...será que se não houvesse aquela barreira, eu teria tido a ideia de nadar até meio do nada? Certamente que não...Lá fomos, e chegámos com algum esforço mas atingimos a meta.
E eu senti-me feliz. Será por isso que sempre que não estipulo metas me sinto perdida, à deriva? Será por isso que quando deixo que o medo me domine não defino claramente objectivos e sou mera espectadora do que a vida tem para me oferecer e me sinto adormecida numa corrente? Será que quando não nos ajudam a definir metas, como por exemplo aquela barreira que já lá estava, às vezes nos retraimos e deixamos andar até que nesse deambular apareça algum sinal que nos faça tomar o pulso e definir uma rota consciente? Será? É provável...e hoje percebi que preciso de barreiras de boias para me ajudarem...ou eu ou alguém tem que as pôr lá por mim...depressa...
No meio destas deambulações, lá estavam os ajuntamentos de senhoras francesas idosas, a fazerem-nos pensar na velhice e a mostrarem-nos que velhos são os trapos, embora efectivamente a pele delas esteja bem longe de emanar juventude...mas ouvi-las falar, com os cabelos todos arranjados, algumas em topless, todas com óculos de sol, fez-me ter medo de chegar à idade delas e de não ter o meu grupo de amigas com quem, com pele caída e varizes, passar belos dias na praia a falar de tudo e de nada, mas a viver...com alegria.
Como disse uma vez o meu Director Geral, parafraseando alguém que não me recordo..."Se não sei para onde vou, nunca vou saber se lá cheguei"...lá está, traçar metas...
terça-feira, 9 de setembro de 2008
Reclamar
Férias são sempre férias, mesmo quando esperamos que o sol nos brinde todos os dias com o seu calor e ele infelizmente não está para aí virado. Primeira questão: que raio de roupa vou vestir? Preparo-me já para a praia, mesmo que lá fora esteja a chover, ou visto qualquer coisa até passar o mau tempo? Antes deste dilema é preciso encher a barriga com um bom pequeno almoço na costa atlântica, no sul de França. E com isto já são quase 11h30... O sol começa a querer fazer-nos a vontade. Graças às inovações informáticas, decidimos consultar as nossas finanças. e eis senão quando percebemos que nos foram ao bolso, descaradamente, nas nossas barbas, isto depois de termos cumprido as indicações que nos deram. De imediato o telefonema da praxe para saber o que se passa. Alguns minutos de espera... Finalmente atendem. Depois da explicação do cliente, ou seja nós, a explicação do fornecedor: falha na actualização do sistema o que levou a uma ordem informática automática que nos provocou o rombo no bolso. Contesto. Má explicação, não serve os meus propósitos e não tem lógica porque fizemos aquilo que nos indicaram. Qual é a solução, então? Sugerem: ligue ao seu banco e peça a revogação do débito. Brilhante!!!! Eles fazem a caquinha e depois eu é que tenho que ligar para o banco a pedir a revogação??? E que raio de banco é que autoriza revogações por telefone??? Outra soluçao, pergunto? Esperar que o fornecedor dê indicação ao banco para fazer o estorno do valor. Ok, quase rendido, peço um nº de fax ou uma morada para onde posso reclamar, que me é dada com algum desprezo... E por descarga de consciência ligo para o meu simpático banco que me confirma que só presencialmente posso solicitar a revogação, ou então por fax. Fax! Podemos sempre tentar mandar um pelos correios aqui da vila, que parecem constantemente abandonados pelos serviços públicos deste país...
Reclamar é algo que tenho vindo a fazer com maior frequência. Seguindo a velha máxima de "quem não chora, não mama", sempre que acho que estou a ser prejudicado ou a tentarem passar-me a perna, reclamo, normalmente por escrito. E tem resultado!
Ora todo este tempo perdido , fez com que o sol decidisse mesmo ajudar-nos e, depois de termos dito adeus ao Mr. Uva (cujo envelhecimento vamos testemunhar nos próximos dias...) lá fomos, em fato de banho para a nossa praia de eleição, em Ibarritz.

Ainda conseguimos aproveitar umas horas na praia e dentro da deliciosa água até o altifalante do posto de socorro da praia ter anunciado que: "Pour des mesures de sécurité la baignade est interdite due aux orages. Nous rappelons que vous devrez aussi quitter la plage pour votre sécurité." É isso mesmo. Estava a começar a chover e uma pequena trovoada substituiu o sol, o que levou os zelosos nadadores salvadores, em número de 1 para cada 2 banhistas, a tomar esta diligência. Fomos para casa aborrecidos, com vontade de reclamar do tempo, mas neste caso é mais complicado fazer com que nos ouçam...
Decidimos visitar Bayonne e jantar por lá. A chuva acompanhou-nos durante toda a visita, que acabou por ser curta devido à hora de ponta que nos abrandou consideravelmente. Mesmo assim ficam as fotos como testemunho.

Amanhã há mais! À plus.
segunda-feira, 8 de setembro de 2008
Envelhecer
Ao passar um dia perfeito de praia hoje, dei conta ao observar o pessoal de que tenho medo de envelhecer...mas vamos ao início para perceberem melhor.

Acordámos com um dia idílico, quente, céu azul e o mar de ontem revoltado, parecia uma piscina gigante. Decidimos ir para a praia da Baía de Saint Jean de Luz...apanhámos algum trânsito, mas a praia prometida valia o esforço...Acho que nunca tive tão pouco tempo numa praia (talvez o mesmo que quando cheguei à praia pública de Atenas em que nem nos sentámos, altura em que senti que pagar para ir à praia era algo que sempre tinha feito sentido na minha cabeça)...estava uma ventania tal que era impossível falar sem ficar com a boca cheia de areia. Arrepiámos caminho, meio chateados, a pensar se teríamos sorte em deslocarmo-nos outra vez para este lado, e chegar à praia antes de Biarritz, a Ilbarritz, que tinhamos visto ontem...melhor opção da nossa vida...simplesmente brutal. Água quente, ondas qb, pouco pessoal, um bom restaurante,....abancámos era meio-dia e quinze.
É aqui que começa a minha reflexão...para já, quem quiser encontrar o amor, por aqui, parece ser coisa fácil, porque casais há em tanta quantidade como grupos de raparigas, mulheres, avós, gajos,... Depois tomamos todos banho uns em cima dos outros, o que é óptimo para meter conversa entre uma onda e outra. Isto porque embora a praia tenha um areal enorme, os salva vidas colocam 2 bandeiras azuis e só entre elas é que é permitido tomar banho. É verdade que o mar é muito batido e tem rochas, mas a vontade dos senhores levantarem o rabo da cadeira também deixa muito a desejar. Mas buzinar e esbracejar já é tarefa que dominam.
Enfim, depois de um almoço bom com salada La Plancha ( e não La Planche, como o simpático
empregado do restaurante fez questão de me corrigir...acho bem, desde 1988 que andam a querer marcar o nome do restaurante para ser conhecido, e chego eu e peço uma salada "la Planche"...La Plancha...se faz favor) e umas gambas grelhadas, fomos dar um passeio à beira mar. Estávamos a andar a bom ritmo quando o Telmo diz "a seguir ao sinal voltamos para trás até porque ali é zona de naturistas"..."Onde?", pergunto eu...ao que ele simapticamente responde "tu vês mesmo mal, não vês?"...Confere. Como é que eu não detectei o pessoal nu com tudo abana tudo areja?! Voltámos para trás, que naturismos não é para nós.
Mas se pensam que era só ali, naquela zona, que o pessoal não tinha pudor...desenganem-se. Há mais mulheres a fazer top less do que as não fazem (sei bem quem é que se iria sentir como peixinho na água aqui...sei, sei). Mas isso é o menos: deitadinha na minha toalha, uma senhora com idade para ser minha avó, mostrou-me a "lóló" enquanto mudava de fato de banho, isto depois de ter estado com os seus peitos secos e caídos, qual passas, ao sol durante toda a tarde...e foi aqui que pensei: quando é que deixamos de ser sexys? quando é que a nossa pele passa a enrugar e fica toda caída? Como é que nos preparamos para isso? Fiquei algo cabisbaixa ao pensar sobre isso e por perceber que já não deve faltar assim tanto para lá chegar e perder algumas das qualidades físicas que me reconheço...ficará o espírito que também é retorcidinho...e por isso pus-me a tirar fotografias a mim própria para captar o meu espírito jovem e tentar eternizá-lo, aqui...

Mas para que não me sentisse tão egocêntrica, nem os meus fieís leitores achem que sou demasiado egoísta, fartei-me de tentar eternizar também o Telmo...aqui fica uma amostra para mais tarde recordar, até porque isto de pele caída e pessoal pouco sexy, não acontece só com as "damas"...

domingo, 7 de setembro de 2008
À descoberta de Biarritz e arredores
Cá estamos! Isto é brutal! A casa existe e não fomos burlados pelo sr inglês a quem entregámos o dinheiro todo da estadia há 2 semanas. As praias são mais que às mães. A arquitectura basca é muito gira. O tempo está bom. Os franceses são todos de uma simpatia irritante. A comida é de chorar por mais...perfect!
Ontem demorámos 9 horas de Lisboa aqui e mais 1 para o almoço em Salamanca...muito típico: 
Hoje fomos ao mercado de Guethary de manhã e comprámos pain d'olives, queijo gruyére e 2 foie gras. Depois enquanto o sol não abria na perfeição, fomos conhecer Biarritz que é de cortar a respiração: era tudo o como eu tinha imaginado. Depois de um almoço rápido, fomos para a praia de Bidart, a única das 13400 que existem na área que está com banhos interditos...escolhemos ou não escolhemos bem?
Hoje fomos ao mercado de Guethary de manhã e comprámos pain d'olives, queijo gruyére e 2 foie gras. Depois enquanto o sol não abria na perfeição, fomos conhecer Biarritz que é de cortar a respiração: era tudo o como eu tinha imaginado. Depois de um almoço rápido, fomos para a praia de Bidart, a única das 13400 que existem na área que está com banhos interditos...escolhemos ou não escolhemos bem?
Para jantar neste 6º aniversário de casamento, fomos jantar ao Grand Hôtel de S Jean de Luz, que ganhou este ano 1 estrela Michelin...


Á plus!
Subscrever:
Mensagens (Atom)