Quarto dia. Quase a meio... Manhã dedicada a áreas de produção de vieiras. Fomos de barco até ao sítio onde as colhem. O tempo não estava grande coisa, um frio de rachar, algumas ondas e chuva... Ainda assim sempre interessante. Os dedos das minhas mãos é que não acharam piada nenhuma!! Entre a visita da manhã e da tarde, visitámos uma exposição sobre a aquicultura de vieiras nesta zona, tipo parte cultural da missão. O saber não ocupa lugar.
O almoço foi de novo de "lunch box", numa sala à parte, apesar de eu ter insistido para almoçarmos todos juntos. Argumento japonês muito simpático: "nós achamos que se sentirão mais confortáveis na sala que reservámos para vocês". Não discuti mais... Seguiram-se 5 horas de reunião, com diferentes colegas, tipo interrogatório... Esgotante! Mas proveitoso.
Contabilizei três cerimoniais de troca de cartões de visita. Os meus colegas passaram oficialmente a ser renegados da sociedade por não terem mais cartões de visita. Eu ainda tenho alguma margem de manobra...
O jantar foi no restaurante italiano que ontem estava cheio (onde uma pequenina menina japonesa me sorriu e me fez sorrir por dentro também...) e agora estou a fazer as malas para mais uma viagem, na verdade três viagens, todas de comboio, de regresso a Tóquio. Ainda não tenho a certeza que serão naquele comboio super rápido que eles têm cá... Amanhã logo vos conto a experiência.
Hoje de manhã foi anunciado em directo no Japão a vinda ao mundo daqui a uns mesitos de mais um sobrinho emprestado, o Henrique. Parabéns aos papás!!!! Um grande beijinho e abraço desde o Japão!
Até sexta!
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quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Aomori - Part III
Terceiro dia. Longo, cansativo, produtivo... Vão todos ser assim, espero. É sinal que mesmo sem muita preparação, talvez consiga fazer uma missão de jeito. Ah pois... Vocês não sabem... Eu só soube que tinha de ser o responsável por esta missão 4 dias antes de vir... Tive ainda de arrastar um colega comigo que também não contava com isso. Mas nada que não se resolva com estupidez natural e bom senso.... e vá, com um bocadinho de profissionalismo.
Hoje devo ter batido o recorde de troca de sapatos... Pelas minhas contas teram sido 12 vezes, entre chinelos de plástico, chinelos de borracha, botas de borracha de côr diferente, chinelos tipo de quarto e os meus próprios sapatos, claro. E tentar calçar chinelos japoneses, para pés japoneses, é uma tarefa árdua... Até fiquei com os dedos dormentes a certa altura!!
Os nossos colegas japoneses muito simpáticos, devem achar que nós não podemos conviver com eles. Não almoçam nunca connosco, providenciando uma sala à parte para que nós possamos almoçar sozinhos... Também nunca ficam para jantar... Amanhã vou provocá-los, pelo menos ao almoço.
Aomori acordou mais solarenga hoje, com a neve a derreter calmamente por todo o lado... Sempre foi meio metro desta coisa branca fofa e fria que caiu...
Ao jantar tentámos ir a um restaurante italiano, mas estava cheio e a espera era pelo menos de 30mn... Tempo demais para três europeus esfomeados que só tinham um almoço de "lunch box" no bucho... Decidimos tentar o barbecue coreano. Óptima escolha! Carne do melhor, cozinhada por nós, numa chapa aquecida no meio da mesa e uma cerveja japonesa Asahi a acompanhar... Delícia! Deu para descontrair... Até quando estamos a pedir acabamos por nos divertir porque falam connosco como se percebessemos japonês! É hilariante! Às tantas até começamos a traduzir o que nos estam a dizer...

Ao jantar tentámos ir a um restaurante italiano, mas estava cheio e a espera era pelo menos de 30mn... Tempo demais para três europeus esfomeados que só tinham um almoço de "lunch box" no bucho... Decidimos tentar o barbecue coreano. Óptima escolha! Carne do melhor, cozinhada por nós, numa chapa aquecida no meio da mesa e uma cerveja japonesa Asahi a acompanhar... Delícia! Deu para descontrair... Até quando estamos a pedir acabamos por nos divertir porque falam connosco como se percebessemos japonês! É hilariante! Às tantas até começamos a traduzir o que nos estam a dizer...Amanhã "rise and shine" cedo para sair às 07h40... No pain, no gain!
Adeusinho, ou melhor, Sayonnarasinho...
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
Aomori - Part II
Segundo dia de missão. Acordei numa cidade que não mudou de cenário desde a noite... Tudo "nevado"..jpg)
Foi quase madrugar, com o início das hostilidades pelas 07h30. Uma curta viagem pela costa da baía de Mutsu, com paisagens fantásticas. Mar encrespado, serras polvilhadas de branco, neve constante...
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Foi quase madrugar, com o início das hostilidades pelas 07h30. Uma curta viagem pela costa da baía de Mutsu, com paisagens fantásticas. Mar encrespado, serras polvilhadas de branco, neve constante... Passando ao lado do conteúdo das reuniões e visitas, começo a ficar com medo que acabem os meus cartões de visita... Trouxe um pacote de 500, mas não me parece que seja suficiente! Estamos numa média de 30 por dia e ainda faltam 10 dias de missão!!! Enfim, é uma experiência interessante, cheia de protocolo, respeito e honra..jpg)
Ao jantar fomos experimentar a gastronomia local... Como escolhemos uma mesa, tivemos de tirar os sapatos e sentarmo-nos no chão, num "tatami", com uma mesa que mal dava para pôr as pernas por baixo. No nosso japonês macarrónico, pedimos duas tempuras e um sushi. Eu aventurei-me no sushi e estava delicioso!! Acho que experimentei pepino do mar, uma cena amarela com ar esponjoso mas que ao trincar parece mais pepino ou cenoura, um outro peixe bastante sólido, tipo tubarão e os normais atum, salmão e peixe branco tipo dourada. Bem bom!
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Ao jantar fomos experimentar a gastronomia local... Como escolhemos uma mesa, tivemos de tirar os sapatos e sentarmo-nos no chão, num "tatami", com uma mesa que mal dava para pôr as pernas por baixo. No nosso japonês macarrónico, pedimos duas tempuras e um sushi. Eu aventurei-me no sushi e estava delicioso!! Acho que experimentei pepino do mar, uma cena amarela com ar esponjoso mas que ao trincar parece mais pepino ou cenoura, um outro peixe bastante sólido, tipo tubarão e os normais atum, salmão e peixe branco tipo dourada. Bem bom!Agora é repousar para enfrentar mais um dia frio e cheio de trabalho.
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Aomori - Part I
Chegado a Aomori, a 800 e picos km a norte de Tóquio, estou cansadíssimo... Jet lag e um dia passado numa sala, reunido com mais 15 pessoas, com interpretação. Nada de novo. Apenas falta de hábito desde Outubro.
O dia em Tóquio estava como no fim-de-semana: sol, céu azul e fresco. Todos os japoneses que conhecemos hoje são muito simpáticos, educados e aparentam ser muito trabalhadores. Se fazem as coisas da maneira adequada é algo que no fim da semana que vem espero conseguir distinguir. Almoçámos num sítio bem engraçado,, onde a comida demorou 2mn a chegar à mesa, e tal como nos outros dias, a qualidade é sempre boa.
Passámos pela primeira cerimónia de troca de cartões de visita. Trata-se de um verdadeiro ritual, com as suas regras muito próprias. Recebe-se o cartão com as duas mãos, lê-se o nome para saber se estamos a pronunciá-lo correctamente e agradecemos. Depois é a nossa vez de entregar um cartão nosso, também com as duas mãos, fazendo uma vénia. Tenho pena dos japoneses que não têm cartões de visita para trocar. Devem ser olhados de lado pelos outros, como se não fizessem parte da sociedade.... Coitados. Mas não deixam de ser muito simpáticos.
Ao final do dia, já no aeroporto de Haneda, recebemos a informação de que o nosso vôo poderia ter de regressar devido à neve que estava a cair em Aomori. Felizmente isso não aconteceu. Apenas alguma turbulência e a primeira experiência de aterrar num aeroporto enquanto nevava. Deve ter caído imensa neve porque nas ruas de Aomori, cidade claramente mais pequena que a capital, a altura da camada de neve nas bermas é de cerca de meio metro. Amanhã vai ser engraçado... A temperatura ronda os 0ºC, nada que já não esteja habituado.
O hotel, onde ficarei 4 noites (que bom!), não é tão luxuoso como o de Tóquio, mas, tal como em todas as casas de banho que usei hoje, apresenta a famosa sanita com tampo aquecido, desodorizante, descarga automática de água, spray invertido, repuxos mirabolantes... Ah! E sempre da marca "TOTO"... Digam lá que não se riram para ver se eu acredito... Isto aliado ao facto de o chuveiro e a banheira fazerem parte da mesma divisão dentro da casa de banho, mas não estarem juntos. A explicação deve-se ao facto de os japoneses se lavarem antes de entrar na banheira, porque a água que enche a banheira pode supostamente ser utilizada por mais do que uma pessoa. Estranho? Talvez... Faz parte da cultura paranóica da higiene japonesa: muita gente de máscara, gel para as mãos por todo o lado, paninhos quentes antes e depois das refeições...
Amanhã começam as visitas, primeiro a laboratórios.
Sayonara!
O dia em Tóquio estava como no fim-de-semana: sol, céu azul e fresco. Todos os japoneses que conhecemos hoje são muito simpáticos, educados e aparentam ser muito trabalhadores. Se fazem as coisas da maneira adequada é algo que no fim da semana que vem espero conseguir distinguir. Almoçámos num sítio bem engraçado,, onde a comida demorou 2mn a chegar à mesa, e tal como nos outros dias, a qualidade é sempre boa.
Passámos pela primeira cerimónia de troca de cartões de visita. Trata-se de um verdadeiro ritual, com as suas regras muito próprias. Recebe-se o cartão com as duas mãos, lê-se o nome para saber se estamos a pronunciá-lo correctamente e agradecemos. Depois é a nossa vez de entregar um cartão nosso, também com as duas mãos, fazendo uma vénia. Tenho pena dos japoneses que não têm cartões de visita para trocar. Devem ser olhados de lado pelos outros, como se não fizessem parte da sociedade.... Coitados. Mas não deixam de ser muito simpáticos.
Ao final do dia, já no aeroporto de Haneda, recebemos a informação de que o nosso vôo poderia ter de regressar devido à neve que estava a cair em Aomori. Felizmente isso não aconteceu. Apenas alguma turbulência e a primeira experiência de aterrar num aeroporto enquanto nevava. Deve ter caído imensa neve porque nas ruas de Aomori, cidade claramente mais pequena que a capital, a altura da camada de neve nas bermas é de cerca de meio metro. Amanhã vai ser engraçado... A temperatura ronda os 0ºC, nada que já não esteja habituado.
O hotel, onde ficarei 4 noites (que bom!), não é tão luxuoso como o de Tóquio, mas, tal como em todas as casas de banho que usei hoje, apresenta a famosa sanita com tampo aquecido, desodorizante, descarga automática de água, spray invertido, repuxos mirabolantes... Ah! E sempre da marca "TOTO"... Digam lá que não se riram para ver se eu acredito... Isto aliado ao facto de o chuveiro e a banheira fazerem parte da mesma divisão dentro da casa de banho, mas não estarem juntos. A explicação deve-se ao facto de os japoneses se lavarem antes de entrar na banheira, porque a água que enche a banheira pode supostamente ser utilizada por mais do que uma pessoa. Estranho? Talvez... Faz parte da cultura paranóica da higiene japonesa: muita gente de máscara, gel para as mãos por todo o lado, paninhos quentes antes e depois das refeições...
Amanhã começam as visitas, primeiro a laboratórios.
Sayonara!
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